sábado, 31 de janeiro de 2015
Tucuruvi vai contar a história do Carnaval
"Entre confetes e serpentinas". A Acadêmicos do Tucuruvi vai contar a história do samba guiada pelas marchinhas de carnaval. Versinhos que cruzaram gerações vão colar como cola na cabeça de quem assistir à escola passar pela avenida. "Sou da Lira", "Jardineira" e "Ta-Hí" são alguns dos sucessos que virão alegorizados e fazem parte do samba-enredo. A escola da zona norte vem conquistando bons resultados nos últimos anos, mas busca seu primeiro título.
O samba nasceu pelas mãos dos ex-escravos. Os negros recém-libertados continuavam sendo marginalizados e precisavam se reunir clandestinamente para praticar seus costumes e religiões. O som do atabaque nos terreiros de candomblé deu origem ao batuque carnavalesco. O primeiro samba nasceu na casa de Tia Ciata, no centro do Rio de Janeiro. "Pelo Telefone" faz referência à perseguição que os africanos sofriam no começo do século passado.
A polícia reprimia as manifestações culturais dos negros em locais públicos. Para passar em batucada pelas ruas cariocas, os sambistas convidavam pessoas ilustres da sociedade que simpatizavam com o novo estilo musical. Essa estirpe vinha antes dos cordões, formando uma comissão de frente para impedir que o grupo fosse escorraçado violentamente pela polícia. Deu certo, o desfile evoluiu, surgiram as escolas de samba e o carnaval virou espetáculo.
O carnavalesco Wagner Santos usa e abusa de cores em fantasias e alegorias. Um dos menores barracões das 14 escolas do Grupo Especial de São Paulo é por outro lado um dos mais organizados. O Zaca está pronto para encantar na passarela. Zaca, aliás, é o apelido carinhoso dos acadêmicos. Tudo porque um mestre de cerimônias folclórico apresentava a escola assim: "E vem aí 'ozacadêmicos' do Tucuruvi"!
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